Publicado em 09/01/2018 ás 09h34

CPI da Fosfoetanolamina: reabertura da discussão sobre a suposta cura do câncer

O deputado de Santa Cruz do Rio Pardo, Ricardo Madalena, faz parte da relatoria da CPI que discute a viabilidade do uso da substância Fosfoetanolamina no tratamento do câncer.
Creditos: Imagem Ilustrativa


A CPI da Fosfoetanolamina, da Assembleia Legislativa de São Paulo, entra agora no início do  ano em sua segunda fase, após encerrar 2017 com seis sessões de trabalho, ouvindo todos os profissionais envolvidos nos testes clínicos realizados entre julho de 2016 a março de do ano passado para comprovar a eficácia da Fosfoetanolamina sintética no tratamento do câncer. A CPI investiga se os procedimentos realizados pelo ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) seguiram o protocolo e as normas da Anvisa no sentido de apurar seu resultado. Seu retorno está previsto para o mês de fevereiro.

Em sua primeira sessão pública, ocorrida em 7 de novembro, a CPI, que tem em sua relatoria o deputado estadual Ricardo Madalena e é presidida pelo deputado Roberto Massafera, ouviu o químico Gilberto Chierice, da USP de São Carlos, responsável pela produção do fármaco.

Nas demais sessões, foram ouvidos tantos os profissionais que trabalharam como auditores na fiscalização dos testes quanto os produtores e os profissionais do ICESP.

Há de se destacar o papel eficaz feito pelos deputados tanto em relação à transparência quanto à sua imparcialidade. Todos os envolvidos estão sendo ouvidos  com toda segurança para que respondam às perguntas e possam expor seus pontos de vista. O que dá a todos a absoluta certeza da seriedade e responsabilidade com que os membros da CPI tem demonstrado ao longo das sessões.

“Não estamos aqui para favorecer este ou aquele. Nosso trabalho é de enorme responsabilidade. Queremos clareza dos depoentes. Tudo o que ali é dito é sob juramento. O resultado dessa CPI será todo ele baseado nos depoimentos de todos que estiverem envolvidos com os testes feito pelo ICESP e pelos documentos relativos a esses testes e a forma como foram realizados”, disse o deputado Ricardo Madalena.

A CPI da Fosfoetanolamina tem um prazo de 90 dias para concluir as investigações, podendo ser prorrogada por mais 45 dias.

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