Publicado em 13/03/2018 ás 08h32

Vadinho expõe conversa entre Flores e Daniela que compromete Rodrigo Donato

Provas de possíveis relações impróprias entre Donato e Flores podem ter dado pontapé inicial para a criação da CPI
Creditos: Divulgação

Alexandre Mansinho

Divulgação de “prints” feita ontem na sessão da Câmara pelo vereador Edvaldo Lúcio Abel (Vadinho), de conversas entre a presidente da Cooperativa das Artes, Daniela Andrejevas e o diretor da Escola Municipal de Música, Paulo Flores, causaram revolta na Câmara dos Vereadores ontem.

A vereadora Raquel Spada considerou traição de Vadinho o fato de expor somente agora algo que ele já sabia antes.

A divulgação pode ter influenciado na aprovação de uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as possíveis ilegalidades que teriam sido cometidas na Secretaria Municipal de Cultura.

Quatro dos 12 vereadores que compõem a base de sustentação do governo Lucas Pocay na Câmara (Santiago, Caio Lima, Carlinhos do Sindicato e Sargento Sérgio), mudaram de opinião sobre a abertura de uma CPI e assinaram o requerimento pedindo sua instauração, somando-se aos três vereadores de oposição (Vadinho, Flavinho do Açougue e Dr. Salim), que já tinham assinado o documento. 

Material que já está em poder do Ministério Público desmentiria a versão do Secretário Municipal de Cultura, Rodrigo Donato, sobre a compra de uma bateria superfaturada pela Cooperativa das Artes.

Segundo os “prints” de uma conversa entre Flores e Daniela, na época diretor da Escola Municipal de Música e presidente da Cooperativa respectivamente, a compra da bateria teria sido combinada entre o diretor e o secretário e Daniela teria apenas cumprido ordens e efetuado o depósito.

SUPERFATURAMENTO – Segundo vários músicos consultados pelo Jornal Negocião, a bateria que é objeto da denúncia teria um valor máximo de R$ 2,5 mil, ou até R$ 3,5 mil em uma estimativa mais otimista.  No entanto, segundo as conversas, o valor pago foi de R$ 6,5 mil.

“PRINTS” DESMENTEM O SECRETÁRIO – Em resposta a uma pergunta feita pelo Jornal Negocião, Rodrigo Donato afirmou que a venda da bateria teria sido feita de forma absolutamente legal.

O secretário afirmou que anunciou a venda nas redes sociais e fora procurado por Daniela, que teria comprado a bateria para uso pessoal. 

No entanto, o material em poder do Ministério Público mostra o próprio Paulo Flores passando para Daniela inclusive o número da conta bancária de Donato, cabendo a ela apenas efetivar os depósitos.

  • JOSEFINA

    R$ 155.000
  • BICICLETA

    R$ 500
  • FOGÃO

    R$ 40
  • SIENA 12

    Sob consulta
  • MUSA

    Sob consulta
  • VILLE DE FRANCE

    R$ 110.000
  • CHRISTONI

    R$ 430.000
  • VL. VILAR

    R$ 170.000
  • N. OURS

    R$ 1.400.000
  • FOX 14

    Sob consulta

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