Publicado em 10/04/2018 ás 05h23

Família afetada por enchente em 2017 pede socorro

Medo da repetição da tragédia faz com que moradores do Jardim Novo Horizonte continuem morando de favor com parentes; ausência de obras nas galerias pluviais põem vidas em risco
Creditos: Alexandre Mansinho

Alexandre Mansinho/Marcília Estefani

No dia 30 de outubro de 2017, durante uma forte chuva, várias famílias do Jardim Novo Horizonte tiveram suas casas invadidas por água e barro. Dentre essas famílias, a de Cilene de Fátima Lopes, 50; Edivaldo Alves da Silva, 51 e Cíntia Lopes da Silva foi a mais prejudicada.

Esta foi a segunda ocasião em que a família passou pelo mesmo problema e perdeu quase tudo que tinha. No ano de 1999 a chuva também deixou os moradores desabrigados e com grandes prejuízos.

O grande causador da destruição foi o desabamento de um terreno na rua de cima da casa de Cilene. O lote se mantinha separado da casa apenas por um muro, que se rompeu com o aumento da enxurrada, fazendo com que toda a terra do terreno viesse para baixo, cobrindo a casa da vítima. Toneladas de terra invadiram o quintal e os cômodos, sendo empurradas pela furiosa força da água.

A tragédia causou prejuízos materiais e físicos, Cilene e a filha Cíntia são atendidas por uma psicóloga desde o ocorrido e os prejuízos com os móveis, roupas e com a estrutura da casa não foram ainda recuperados. Por medo, a família mora de favor na casa de parentes.

“Como vamos ficar aqui sem segurança, nós temos muito medo (...) aquela madrugada foi um terror, a água rompeu o muro de arrimo e veio arrastando tudo que estava pela frente (...) não houve mortes porque Deus estava conosco (...) minha filha, Cíntia, ficou presa no quarto e quase morreu afogada pela enxurrada (...) desde aquele dia até hoje a prefeitura só reconstruiu o muro de arrimo na divisa do meu terreno, prometeu que iria construir redes de galerias para as águas da chuva, mas até agora nada, toda vez que chove as pessoas já ficam desesperadas lá”, declarou Cilene à nossa reportagem.

Desde a época do ocorrido, Cilene tem se desdobrado com a ajuda de familiares, que contrataram engenheiro e advogado para analisar o caso, e apesar de ter apresentado documentos e fotos dos fatos na prefeitura e na promotoria, ainda não conseguiu por fim ao drama, muito menos voltar para sua casa.

Segundo os moradores, o problema é que toda a água da chuva que cai, desde o Parque Minas Gerais nas proximidades do Posto Machado, passando até por uma parte da Vila Boa Esperança, é canalizada rumo ao Jardim Novo Horizonte. Não há “boca de lobo” e as galerias pluviais são insuficientes. 

OUTRO LADO - Através de nota, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ourinhos informou que na época do ocorrido, de imediato providenciou a construção de um muro de contenção para evitar que a água voltasse a entrar na residência. Desde então, como prevenção, vem realizando periodicamente a limpeza das bocas de lobo do bairro. Além disso estão realizando um levantamento de custo para a construção de galerias em torno da rua Moacir Cassiolato. Essa obra vai permitir que a água que fica acumulada na via seja escoada.

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