Publicado em 10/04/2018 ás 09h52

Cultura? Pra que (m) serve? (segunda parte)

Existem várias formas de fomentar a Cultura em um território, mas precisamos saber como pode ser o contato do cidadão com as manifestações culturais
Creditos: Arquivo Jornal Negocião

Por Gustavo Gomes

Cultura é um termo muito amplo. O dicionário Aurélio é abrangente:

1 - Ato, arte, modo de cultivar. 

2 - Lavoura.

3 - Conjunto das operações necessárias para que a terra produza.

4 - Vegetal cultivado.

5 - Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais.

6 - Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual).

7 - Instrução, saber, estudo.

8 - Apuro; perfeição; cuidado.

Logicamente, dentre estes significados, temos que excluir os referentes à cultura da terra, para sabermos do que tratam os órgãos públicos de Cultura.

Existem várias formas de fomentar a Cultura em um território (no caso, vamos nos ater ao território da cidade). Primeiro, precisamos saber como pode ser o contato do cidadão com as manifestações culturais. Pode ser como espectador, pode ser como executor.

No primeiro caso, o cidadão assiste às obras completas, realizadas: um espetáculo musical, de dança, de teatro, uma exposição de arte. Claro que este assistir pode ser passivo (apenas ver) ou ativo (discutir, debater, refletir, criticar). 

Para ser um assistente ativo, é importante haver espaço e pessoas preparadas para que haja este debate, de forma construtiva. É preciso ressalvar que a escolha do repertório a ser apresentado ao cidadão depende de pessoas também preparadas, de forma a criar uma massa de informações que provoquem a discussão.

É preciso tirar o cidadão do lugar comum, levá-lo para além da indústria cultural/televisiva.

O contato também pode ser como executor, caso em que o cidadão participa do processo criativo, como músico, bailarino, ator, artista, trabalhando na concepção do produto cultural. Também é importante que o cidadão tenha a seu dispor espaço e pessoas preparadas para direcionar o processo.

E este processo será mais completo dependendo da capacidade dos diretores de fazer com que a execução não seja apenas uma mera repetição de notas, gestos, passos, falas, cores.

No caso da execução, temos também que diferenciar o objetivo do “fazer”. Pode se querer formar duas modalidades de participação: a cultura de formação social e cultura de formação de excelência. A formação social é aquela em que o conhecer e entender a Cultura leva o cidadão a ter uma postura mais proativa e crítica diante da sociedade e de sua vida, mas não tornar o cidadão um artista profissional.

A formação de excelência é aquela em que o objetivo é formar artistas profissionais, com resultados de expressão nacional ou internacional. Logicamente, a formação de excelência também deve tornar o cidadão mais crítico diante da sociedade.

Qual a função de um órgão público de cultura, afinal? A função deve ser a de criar espaço e condições para que bons profissionais da Cultura possam: escolher o repertório para apresentar ao povo; ensinar o povo a executar obras culturais e refletirem sobre sua importância, e; preparar técnica e teoricamente artistas para que explorem o máximo de suas capacidades.

Lendo atentamente o parágrafo anterior, vemos que “espaço e condições” são fatores primordiais. Mas que de nada servem sem os bons profissionais, sendo incentivados em seu melhor.

Cultura, portanto, é gente. Gente interagindo com gente. 

Na próxima coluna sobre Cultura, vou falar sobre a importância do Teatro na formação cultural de uma população.

  • MICRO-ONDAS

    R$ 100
  • JOSEFINA

    R$ 160.000
  • TOYOTA 15

    R$ 66.500
  • ***DEPILAÇÃO/ DESIGNER SOBRANCELHA

    Sob consulta
  • FIESTA 05

    R$ 16.800
  • PALIO 11

    R$ 15.500
  • VILLE DE FRANCE

    R$ 110.000
  • B. ESPERANÇA II

    R$ 400 + IPTU
  • COELHOS

    R$ 40 cada
  • LAGO AZUL

    R$ 780.000

Renovação de anúncios classificados gratuitos.

Até quarta-feira às 18:00h.

Fechamento de edição para novos classificados.

Até quarta-feira às 12:00h.

Fone (14) 3324-1600

R. Antônio Carlos Mori, 504 - Centro,
Ourinhos - SP, 19900-081