Publicado em 10/04/2018 ás 10h30

Nenhum caso de homicídio irá a júri em 2018 na cidade de Ourinhos

Quer por recursos das defesas dos réus, quer por ainda estarem dentro de prazos de denúncia ou investigação, crimes contra a vida que chocaram Ourinhos deverão ir a julgamento somente em 2019
Creditos: Arquivo Jornal Negocião

Alexandre Mansinho

Todos os casos de crimes passíveis de apreciação pelo tribunal do júri encontram-se tramitando dentro dos prazos legais; quer de investigação, recurso ou quer aguardando posicionamento judicial. Isso significa que em 2018 não haverá nenhum tribunal do júri no fórum de Ourinhos.

Embora possa parecer algo injusto, porque a opinião pública acaba preferindo processos rápidos e penas exemplares, esse prazo é necessário para que tanto os acusadores quanto os defensores possam apresentar provas e argumentos para a obtenção da justiça.

CASO BRYAN – Crime de repercussão nacional, visto que as câmeras de segurança de um estabelecimento comercial flagraram com detalhes as ações, talvez seja o que mais irá demorar para ir a júri. O réu, soldado PM Luis Paulo Isidoro, 28 anos, está sendo acusado pelo Ministério Público de homicídio doloso, mas pelo fato de estar respondendo em liberdade e de sua defesa estar usando todos os recursos possíveis, o processo corre de forma mais lenta.

RELEMBRE - O jovem Bryan Cristiano Bueno Silva, 22 anos, foi baleado no pescoço pelo soldado Isidoro, na madrugada de 9 de junho de 2016, em Ourinhos, durante abordagem policial, na Avenida Jacinto Sá, saída da Feira Agropecuária e Industrial - FAPI. O jovem chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho da Santa Casa local. O policial alega desde o início que o disparo foi acidental, que a arma teria disparado, sem que ele tivesse acionado o gatilho.

CASO JOSIANE – Possivelmente o júri desse caso será realizado no início de 2019, visto que há provas substanciais e o acusado admitiu que cometeu o crime. No entanto, por causa dos prazos que devem ser respeitados, o caso ainda não foi concluído.

RELEMBRE – Em agosto de 2017, Josiane Calistro, 37 anos, voltava de uma casa noturna, dirigindo seu carro e em companhia de um amigo. Wellington Aparecido Silva, de 50 anos, ex-companheiro da vítima, começou a segui-la também de carro e, em determinado momento, emparelhou seu veículo ao dela e, após uma discussão breve, deu três tiros na moça, atingindo a cabeça da vítima com um deles. Josiane chegou a ser internada na Santa Casa de Ourinhos, mas não resistiu aos ferimentos. Wellington se encontra preso no Presídio Romão Gomes, em São Paulo, por se tratar de um policial reformado. O Ministério Público enquadrou a denúncia em homicídio com a qualificadora de feminicídio.

CASO EIJI MARVULLE – Arthur José Nogueira e João Paulo de Oliveira estão presos, respondendo respectivamente por homicídio e cumplicidade em homicídio. O advogado de Arthur pediu um exame de sanidade mental com o objetivo de declarar o acusado irresponsável por suas ações. No entanto o laudo foi negativo. A defesa de João Paulo sustenta que ele não tinha conhecimento dos objetivos de Arthur por estar somente dirigindo a moto. A promotoria defende a tese de que houve premeditação e que João Paulo atuou como cúmplice do crime.

RELEMBRE – No dia 1º de abril de 2016, no intervalo das aulas de uma universidade ourinhense, o jovem Eiji Marvulle Nagae foi assassinado com 3 tiros e morreu pouco tempo depois. Cerca de 5 meses depois do crime a Polícia Civil prendeu Arthur e João Paulo, como autor e cúmplice de homicídio.

CASO BRUNINHA RIOS - Gabriel Dias Garcia, de 22 anos, a travesti Bárbara (Christian Adriano do Amaral), 22 anos, e um adolescente de 17 anos, estão aguardando julgamento presos (com exceção do adolescente que foi apreendido e não irá a júri).

RELEMBRE -  Bruninha foi esfaqueada pelo adolescente sobre o capô do Corsa. Por volta das 9hs do dia 15 de março de 2017 a Policia Militar de Salto Grande e Ribeirão do Sul foram acionadas para comparecer na Rodovia BR 153 no KM 329, para atender uma ocorrência de encontro de cadáver. Já no local a Policia Militar confirmou ser o corpo da Transexual Bruninha Rios (Guilherme Tavares Pedro), de 17 anos. Segundo a polícia, a vítima foi espancada e esfaqueada após uma briga por causa de ponto de prostituição. Bruninha foi cruelmente assassinada com vários golpes de faca, sendo em seguida abandonada no meio do matagal.

CASO RODOLFINHO – Gabriel de Oliveira, 21 anos, assassino confesso de Luiz Rodolfo Crespo, 27 anos, mais conhecido como Rodolfinho, aguarda julgamento preso no Centro de Detenção Provisória de Cerqueira César. O caso depende apenas das providências judiciais para ter o julgamento marcado

RELEMBRE – Em agosto de 2017, na manhã de uma terça-feira, Gabriel assassinou Rodolfinho na rua Noburo Endo, com três golpes de faca. O motivo do crime seria ciúmes: a vítima estaria ameaçando o acusado pelo fato dele estar namorando com sua ex-esposa. Como se sentia em perigo, Gabriel agiu, segundo ele mesmo afirmou para a polícia, em legítima defesa – matou aquele que o ameaçava antes que este cumprisse suas promessas.

CASO VALDIR – Os sete acusados pelo crime estão presos aguardando julgamento. Pelo número de réus e pelas estratégias dos advogados, é possível que esse caso somente tenha seu desfecho em 2020. A tese da promotoria é que se tratou de um latrocínio, mas os advogados dos acusados defendem que um deles cometeu homicídio (por já ter uma possível rixa com a vítima) e os outros apenas teriam cometido uma tentativa de assalto. Essas manobras têm o objetivo de dar uma pena mais branda para seis dos acusados e, levando o autor do tiro fatal para júri popular, tentar sensibilizar os jurados para que esse seja submetido a uma pena menor. No entanto, a promotoria tem provas robustas que indicam ter sido uma associação criminosa com o objetivo de roubar a vítima.

RELEMBRE – Valdir Vitor da Silva foi vítima de um assassinato no dia 11 de agosto de 2017, numa segunda-feira. O engenheiro estava com sua esposa quando foram abordados por um grupo bem próximo à sua casa. Na abordagem sua esposa foi rendida por um dos suspeitos, enquanto Valdir, que reagiu ao assalto, logo foi alvejado por um dos homens do grupo. Alysson Fernando Lopes (21 anos), Rodolfo Bueno Barbosa Junior (26 anos), Ramon Corrêa (19 anos), Paulo Ricioni (39 anos), os irmãos Vitor Henrique Baroni e Hector Gustavo Baroni, e um menor, com 17 anos na época, são os acusados do crime. Apenas Alysson assume que tinha o objetivo de matar Valdir, os outros ou dizem que iriam apenas assaltar ou sustentam que estavam apenas próximos ao local dos fatos.

CASO MARIA LUÍZA – Esse é o mais recente caso de homicídio, devendo ir a júri somente em 2020. Carlos Henrique Pereira, conhecido como Treck Treck, conta que atirou acidentalmente em Maria Luíza Padre Fajoli, 15 anos. No entanto a promotoria questiona essa versão e até pediu a Polícia Civil mais investigações sobre alguns pontos que, a princípio, provariam que Carlos tinha realmente o objetivo de matar a vítima.

RELEMBRE – Maria Luíza havia sido vista pela última vez no dia 1º de fevereiro de 2018. A menina morava com a tia, Rosângela Fajoli, e com a avó. Segundo a própria tia da garota, Maria Luíza tinha o hábito de passar noites fora de casa e tinha envolvimento com usuários de drogas. A princípio ela foi considerada desaparecida, mas a Polícia Civil logo começou a trabalhar com a hipótese de assassinato. O corpo foi encontrado em um canavial próximo a Usina Ponte Preta e, após investigações, se descobriu que Carlos, junto com seu irmão menor de idade, haviam transportado o corpo do local do crime e abandonado no canavial.

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