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Mulher é encontrada morta em terreno baldio

Cintia Gales

Uma mulher 26 anos foi encontrada morta na manhã de quinta-feira (2/09) em um terreno baldio localizado na esquina das ruas Antonio Prado e Chile, na Vila Recreio, próximo ao cemiterio local.
A Policia Militar foi acionada por uma moradora das imediações que viu o cadáver. Rosimara da Silva estava nua com as pernas abertas e um ferimento na cabeça, provocado por uma pancada com um bloco de cimento, encontrado ao lado da vítima.
 Segundo informações colhidas no local, Rosimara que se passava por “Suzana” nas ruas, era garota de programa e usuaria de drogas. Moradora da cidade de Ipaussú, a vítima desaparecia constantemente de sua casa para ‘trabalhar’ e usar crack em Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo.
Pessoas conhecidas de Rosimara afirmaram que a mesma ficava na ‘noia’ (gíria utilizada pelos usuários, quando o mesmo está sobre influencia do entorpecente) durante dias, dormindo nas ruas, fazendo programas naquele mesmo local, conhecido por ser um ‘motel a céu aberto’.
“Reconhecemos a Suzana pelas diversas tatuagens que ela tinha no corpo. Ela sempre estava por aí, aqui era o ambiente dela. Às vezes, ela tava nos bares, mas sempre ‘noiada’”, afirmou uma conhecida da vítima.
Em entrevista ao Novo, a irmã de Rosimara, Raquel da Silva, moradora de Ipaussú, declarou que a vítima desaparecia por dias deixando suas quatro filhas com sua mãe, Neuza Vieira da Silva. “Nós sempre soubemos que ela mexia com drogas e fazia coisas erradas, mesmo assim foi um choque. Minha mãe que cuidava das filhas dela: Cibele de 10 anos, Isabele de 5, Maria Eduarda, 4 e Lorena Beatriz de 2 anos”, afirmou.
Rosimara já foi casada por quase um ano com um homem conhecido no meio policial e que hoje está preso por tráfico de drogas. “Eles não tinham parada, moravam cada dia em uma cidade. Ela voltava pra Ipaussú quando estava grávida, depois deixava a criança e voltava pras ruas”, concluiu.
Atualmente, a vítima vivia com um homem de aproximadamente 70 anos, morador da região da Vila Marcante. De acordo com o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) João Ildes Beffa, os investigadores já estão nas ruas à procura de indícios que esclareçam a autoria do 6º homicídio de 2010.
“Estivemos no local, colhemos algumas coisas que podem nos interessar para fazer exames, como uma camisinha que estava ao lado da vítima e vamos aguardar os resultados”, assegurou.
Beffa destacou que a ajuda da população em crimes como este é imprescindível. “Se alguém viu a Rosimara em algum lugar antes do crime, ou que tenha alguma informação que possa ajuda na investigação, entre em contato na DIG, no número 33262343”, finalizou.

 

 
 
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